sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Terremoto de 6,3 graus sacode águas de Tonga no Pacífico Sul
O tremor foi registrado às 15h34 (horário local, 0h34 de Brasilia) a 96 quilômetros ao sudeste da capital, Nuku'Alofa, informou o Serviço Geológico dos Estados Unidos.
O epicentro foi localizado a 21,92 graus latitude sul e 174,80 graus longitude leste, a 10 quilômetros de profundidade sob o nível do mar.
As ilhas Tonga ficam fora do chamado "Anel de Fogo do Pacífico", conhecido por sua atividade sísmica, mas registram habitualmente tremores de intensidade forte ou moderada pela atividade de vários vulcões submarinos.
No final do setembro do ano passado, um terremoto de 7,9 graus em Samoa originou um tsunami que causou quase 200 mortos, arrasou povoados litorâneos inteiros e deixou quase 250 mil desabrigados.
domingo, 7 de fevereiro de 2010
Terremoto de 6,6 graus sacode sul do Japão e causa alerta de tsunami
O terremoto aconteceu às 15h10 (horário local, 4h10 de Brasília) e provocou a emissão de um alerta de tsunami em Ishigaki e outras ilhas do arquipélago de Okinawa, por causa de ondas de até 50 centímetros de altura.
O tremor teve seu epicentro a uma profundidade de 10 quilômetros abaixo do nível do mar ao sul de Ishigaki e alcançou um valor de três pontos na escala japonesa fechada de sete, que analisa as localidades afetadas pelo terremoto mais do que sua intensidade.
O Japão fica em uma das regiões sísmicas mais ativas do mundo e sofre com relativa frequência terremotos de grande intensidade, apesar de eles não costumarem provocar danos, porque as construções do país são preparadas para os tremores.
O terremoto mais grave ocorrido no Japão nos anos recentes foi registrado em Kobe (oeste) no dia 17 de janeiro de 1995, com uma magnitude de 7,3 graus na escala aberta de Richter, e que deixou mais de seis mil mortos.
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Novo tremor atinge o Haiti
Em São Paulo
Atualizada às 11h08
Um novo tremor atingiu o Haiti na manhã desta quarta-feira (20). Segundo informações do Centro de Pesquisas Geológicas dos EUA, o tremor foi de 6,1 graus na escala Richter, mas ainda não há informações de feridos e prejuízos causados pelo terremoto.
"Parecia que estava surfando no chão", relata correspondente sobre novo tremor no Haiti
Diversos tremores secundários vêm atingindo o país oito dias depois do terremoto de 7 graus que causou ao menos 75 mil mortos, mas o tremor desta quarta é o maior desde então. Além dos mortos, o governo calcula que 250 mil ficaram feridos e um milhão, desabrigados. Se a estimativa do governo se concretizar, serão 200 mil mortos causados pela tragédia da semana passada.
O tremor desta quarta aconteceu às 6h03 (9h03 de Brasília), a cerca de 59 km da capital Porto Príncipe e a 9,9 km de profundidade. Jornalistas da agência AP relataram que o tremor sacudiu prédios e pessoas foram vistas correndo pelas ruas. Segundo a agência Efe, edifícios que estavam comprometidos pelo tremor do dia 12 desabaram. Já os repórteres da agência AFP relataram que na região do bairro de Petionville o tremor foi sentido durante dez segundos.
Apesar da intensidade do terremoto, não foi ativado um alerta de tsunami na região. No último sábado, um tremor de 4,5 graus na escala Richter também foi registrado no país caribenho.
Com medo dos novos tremores, milhares de moradores da capital haitiana dormem nas ruas da cidade desde a semana passada. Segundo a agência AFP, em uma praça pública convertida em dormitório coletivo, uma mulher começou a rezar em um megafone após o tremor de hoje. Em outra praça, em frente ao hotel Kinam, pessoas corriam pela rua e algumas gritavam dizendo que era o fim do mundo.
20 brasileiros mortos na tragédia
O Exército Brasileiro informou nesta quarta-feira (20), por meio de nota oficial, que foi encontrado o corpo de mais um militar no Haiti. Foi localizado o corpo do major Márcio Guimarães Martins, que era dado como desaparecido desde o último dia 12 de janeiro, quando ocorreu o forte terremoto no país. Com isso chega a 20 o número de brasileiros mortos no local: 18 militares e dois civis.
O major Guimarães servia na Brigada de Infantaria Paraquedista e exercia a função de oficial de Estado-Maior do Batalhão de Infantaria de Força de Paz do Haiti (Brabatt), no 12º Contingente Brasileiro da Missão.
Além dos militares, morreram durante o terremoto a fundadora da Pastoral da Criança, Zilda Arns, e Luís Carlos da Costa, segunda maior autoridade civil da ONU no Haiti.
Há 1.266 soldados brasileiros presentes no Haiti desde o início dos esforços de pacificação, em meados de 2004. A Minustah, força de manutenção da paz do organismo no país, tem atualmente cerca de 9.000 soldados e policiais no país e é liderada pelo Brasil.
121 resgatados dos escombros
As equipes de socorro internacionais salvaram até o momento 121 pessoas presas nos escombros do terremoto que devastou o Hati na terça-feira (12), informou nesta quarta-feira a Agência de Coordenação de Assuntos Humanitários da ONU (OCHA).
Muitos sobreviventes foram retirados dos escombros na terça-feira, uma semana depois da catástrofe, afirmou a porta-voz da OCHA em Genebra, Elisabeth Byrs. "São os salvos por um milagre no sétimo dia", afirmou.
O medo de violência e saques diminuiu no Haiti ao passo que tropas norte-americanas davam segurança para a distribuição de água e alimentos.
Assistência médica, tratamento de corpos, abrigo, água, comida e saneamento básico permaneciam prioridades para as operações internacionais de ajuda, disseram membros da assistência humanitária da ONU.
Escoltas militares ainda eram necessária para distribuir suprimentos, mas as Nações Unidas disseram que os problemas de segurança ocorriam principalmente nas áreas consideradas de "alto risco" antes do tremor do dia 12 de janeiro. Cerca de 4.000 criminosos escaparam de prisões destruídas pelo terremoto.
"A situação geral de segurança em Porto Príncipe permanece estável, com violência e saques limitados e localizados", afirmou o Departamento para a Coordenação de Assuntos Humanitários da ONU. Cerca de 12 mil militares norte-americanos estão no Haiti.
*Com informações das agências internacionais
sábado, 16 de janeiro de 2010
Terremoto no Haiti é o maior desastre que a ONU já enfrentou
"É um desastre histórico", explicou a porta-voz Elisabeth Byrs em Genebra.
"Nunca antes na história das Nações Unidas enfrentamos um desastre deste tamanho. Não é comparável a nenhum outro. O país foi decapitado", completou.
Ela explicou que, ao contrário da tsunami de 2004 na Indonésia, no Haiti restaram poucas estruturas locais para canalizar a ajuda estrangeira.
A ONU, que é responsável por coordenar a ajuda humanitária no local após o terremoto de 7 graus que devastou a capital Porto Príncipe na terça-feira, afirma enfrentar "um desafio logístico maior".
Ela lembrou que a capital, Porto Príncipe (3 milhões de habitantes), fica a apenas 17 km do epicentro do terremoto.
Ao contrário da situação após a tsunami, que matou mais de 220.000 pessoas na Ásia, restaram poucas estruturas locais no Haiti para servir de apoio à ajuda estrangeira.
"Até mesmo em Banda Aceh (a província indonésia mais afetada pela tsunami provocada por um terremoto de 9,3 graus), havia bases locais para coordenar a ajuda", disse Byrs.
Em Porto Príncipe água, energia elétrica e as linhas telefônicas foram totalmente cortadas, enquanto as estradas, portos e muitos edifícios oficiais foram gravemente danificados.
O governo, que viu até o palácio presidencial desabar, está muito fragilizado. A sede foi transferida temporariamente para uma delegacia próxima do aeroporto.
A capital não é exceção. Em Leogane, ao oeste de Porto Príncipe, não há nenhuma infraestrutura local, segundo Byrs. No total, 90% dos imóveis desta localidade de 134.000 habitantes foram afetados, com um balanço de 5.000 a 10.000 muertos.
Na cidade de Gressier (25.000 habitantes) a destruição ficou entre 40 e 50%, assim como em alguns bairros do gigantesco subúrbio de Carrefour (334.000 habitantes).
A ONU está sozinha no comando de uma ajuda internacional gigantesca, que requer desafios logísticos maiores. O que explica a lentidão na aplicação da assistência aos desabrigados e feridos, traumatizados e famintos, que estão entre a fúria e a desesperança.
"A distribuição melhora, mas continua sendo muito complicada e muito lenta", reconheceu Byrs.
O balanço provisório da tragédia é de pelo menos 50.000 mortos, 250.000 feridos e 1,5 milhão de desabrigados.
A ONU, que prioriza a busca por sobreviventes, afirmou que a meta de suas agências envolvidas é atender 60.000 pessoas por dia.
- do UOL Notícias
sábado, 26 de dezembro de 2009
Terremoto atinge Indonésia 5 anos após passagem de tsunami
Fonte: Agência Brasil
Um terremoto de 6,7 graus de magnitude foi registrado hoje (26) na costa da ilha indonésia de Maluku. De acordo com a agência portuguesa Lusa, ainda não há informações sobre vítimas ou danos provocados na região.
A agência indonésia de meteorologia e geofísica informou que o movimento das placas tectônicas foi registrado a uma profundidade de 67 quilômetros.
O terremoto aconteceu no mesmo dia em que o país lembra a morte de mais de 220 mil pessoas após a passagem de um tsunami na região em 26 de dezembro de 2004. As ondas, provocadas por fortes terremotos na época, afetaram toda a região do oceano Índico.
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Como funcionam os terremotos - por Tom Harris
Introdução
Até muito recentemente, os cientistas tinham apenas suposições sobre o que realmente causava os terremotos. Mesmo hoje, ainda há uma certa dose de mistério que os rodeia, mas os cientistas já têm um entendimento muito mais claro do fenômeno.
Houve um enorme progresso no século passado: os cientistas identificaram as forças que causam os terremotos e desenvolveram uma tecnologia que nos informa a magnitude e a origem de um terremoto. O próximo passo é encontrar uma forma de prever os terremotos, para que eles não peguem as pessoas de surpresa.
Nesta matéria, descobriremos o que causa os terremotos e porque eles têm um efeito tão devastador.
Imagem cedida por USGS Uma parte da Interstate 880 em Oakland, Califórnia, danificada por um terremoto de 7.1 graus de magnitude que abalou a região de São Francisco em 1989 |
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O chão treme
O terremoto é uma vibração que se movimenta pela crosta terrestre. Tecnicamente, um caminhão grande que faz um estrondo pela rua, causa um mini-terremoto se você sente a sua casa tremer quando ele passa, mas os terremotos são eventos que afetam uma área relativamente grande, como uma cidade inteira. Vários fatores podem causar terremotos:
- erupções vulcânicas
- impactos de meteoros
- explosões subterrâneas (um teste nuclear subterrâneo, por exemplo)
- estruturas que desmoronam (como uma mina)
Ouvimos falar sobre terremotos nos noticiários apenas de vez em quando, mas na verdade eles ocorrem todos os dias no nosso planeta. De acordo com a pesquisa da United States Geological (em inglês), mais de três milhões de terremotos ocorrem todos os anos, o que soma 8 mil por dia ou um a cada 11 segundos.
Imagem cedida por FEMA Estragos causados pelo terremoto de 1994 em uma residência, em Northridge, Califórnia |
A vasta maioria destes 3 milhões de tremores é extremamente fraco. A lei das probabilidades também faz com que um bom número dos tremores mais fortes aconteça em lugares não habitados, onde ninguém os sente. São os grandes terremotos, que ocorrem em áreas muito populosas, que nos chamam a atenção.
Os terremotos causaram muitos danos às terras ao longo dos anos e tiraram muitas vidas. Nos últimos cem anos, houve mais de 1,5 milhões de fatalidades relacionadas aos terremotos. Geralmente, não é o tremor de terra em si que mata, é a destruição de estruturas feitas pelo homem e outros desastres naturais conseqüentes dos terremotos, tais como os tsunamis, as avalanches e os deslizamentos de terra.
Imagem cedida por NGDC Destruição em uma área residencial de Prince William Sound, Alasca, devido à liquefação causada por um terremoto de 9.2 graus de magnitude, em 1964 |
Na próxima sessão, examinaremos as forças poderosas que causam este tremor intenso e descobriremos porque os terremotos ocorrem com muito mais freqüência em determinadas regiões.
sexta-feira, 10 de abril de 2009
Começa na Itália funeral dos mortos em terremoto
Os funerais de Estado pelas 289 vítimas do terremoto da segunda-feira passada começaram hoje em L'Aquila com a leitura de uma mensagem do papa Bento 16 através de seu secretário pessoal, Georg Gaenswein, e perante milhares de familiares e moradores da região.
O secretário de Estado, Tarsicio Bertone, que oficia a cerimônia junto ao arcebispo dos Abruzos Guisseppe Molinari, assegurou durante a homilia: "Nos inclinamos perante o enigma indecifrável mas é também uma ocasião preciosa para entender qual é o valor e o significado da vida".
Participam do funeral, entre outros, o presidente da República, Giorgio Napolitano, e o primeiro-ministro, Silvio Berlusconi, quem pouco antes do ofício religioso conversou com os desconsolados familiares.
Os caixões estão dispostos em quatro fileiras, numerados e com ramos de flores sobre eles.
A Praça de Armas da Escola da Guarda de Finanças, onde se celebra a cerimônia, está repleta de pessoas, às quais se somaram todos os vizinhos do povoado de Onna, onde morreram 45 pessoas dos cerca de 300 moradores.