do UOL Notícias
Jacarta, 8 mai (EFE).- Um terremoto de magnitude 6,1 na escala Richter atingiu neste sábado a região leste da Indonésia, mas por enquanto as autoridades locais não informaram que haja vítimas ou danos materiais.
O Serviço Geológico dos Estados Unidos, que vigia a atividade sísmica mundial, indicou que o epicentro do terremoto ficou a 20 quilômetros de profundidade, a 336 quilômetros a leste de Denpasar, maior cidade da ilha de Bali, e a 225 a leste da localidade litorânea de Matassem, na também turística ilha de Lombok.
A Indonésia está situada no chamado "Círculo de Fogo do Pacífico" e registra uma média de sete mil terremotos por ano.
sábado, 8 de maio de 2010
domingo, 18 de abril de 2010
Sobe para 1.706 número de mortos por terremoto na China

Presidente chinês visitou área devastada neste domingo (18).
Neste sábado, monges budistas fizeram cremação em massa de vítimas.
Do G1, com informações de agências
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O total de vítimas do terremoto no noroeste da China chegou a 1.706, informou neste domingo (18) uma agência de notícias oficial do país.
Sobrevivente se alimenta na manhã deste domingo (18) em meio ao resgate das vítimas do terremoto.Sobrevivente se alimenta na manhã deste domingo (18) em meio ao resgate das vítimas do terremoto. (Foto: Liu Jin/ AFP )
O terremoto de 6,9 graus de magnitude atingiu a província de Qinghai nesta quarta-feira (14). Segundo autoridades locais, mais de 11 mil pessoas ficaram feridas e cerca de 300 estão desaparecidas.
Neste domingo (18), o presidente chinês Hu Jintao visitou a área devastada pelo terremoto, na província de Qinghai, no Noroeste da China. O presidente viajou para a área atingida para acompanhar o trabalho da equipe de resgate.
Presidente chinês Hu Jintao conforta vítima de terremoto em visita à área devastada neste domingo (18)Presidente chinês Hu Jintao conforta vítima de terremoto em visita à área devastada neste domingo (18). (Foto: AP)
Neste sábado, centenas de corpos foram cremados para evitar a propagação de epidemias. Os corpos de homens, mulheres e crianças foram levados em caminhões até o local da cremação, próximo ao epicentro do sismo, e alinhados por monges budistas em uma faixa de 150 metros, sobre leitos de madeira. Centenas de monges entoaram cantos fúnebres no local.
"A cremação libertará seus espíritos para que possam ir para o céu", disse Fale, uma mulher tibetana.
Após a visita ao epicentro do terremoto do primeiro-ministro chinês Wen Jiabao, na quinta e na sexta-feira, as equipes de resgate começaram a organizar a ajuda para os 100 mil afetados pelo tremor que não têm o que comer ou beber, em meio a condições climáticas difíceis, com temperaturas muito baixas.
A infraestrutura de Jiegu, principal cidade da região, ficou quase toda destruída. A rede de água potável "ficou paralisada", segundo Xia Xueping, porta-voz dos socorristas.
quinta-feira, 15 de abril de 2010
Mortes em série de terremotos na China chegam a 617
do UOL Notícias
Pequim, 15 abr (EFE).- O terremoto e a série de réplicas que atingiram na terça e na quarta-feira a província de Qinghai, no oeste da China, mataram pelo menos 617 pessoas, como informa hoje a agência oficial de notícias "Xinhua".
A cidade de Jiegu (Gyegu, em tibetano), com uma população de 100 mil pessoas e sede do Governo do distrito, é uma das áreas mais prejudicadas pelo terremoto, que feriu dez mil pessoas.
"Muita gente segue debaixo dos escombros das casas derrubadas no povoado Gyegu", explicou Huang Limin, subsecretário-geral do Governo provincial.
O terremoto principal, de magnitude 7,1 na escala Richter (segundo especialistas chineses), aconteceu às 7h49 (20h49 de terça, em Brasília) e teve epicentro a 33 quilômetros de profundidade.
Qinghai, habitada por tibetanos, mongóis, hui (muçulmanos) e chineses da etnia majoritária han, foi uma das zonas devastadas pelo terremoto que, em maio de 2008, sacudiu o norte da província vizinha de Sichuan, que deixou cerca de 90 mil mortos e desaparecidos.
Pequim, 15 abr (EFE).- O terremoto e a série de réplicas que atingiram na terça e na quarta-feira a província de Qinghai, no oeste da China, mataram pelo menos 617 pessoas, como informa hoje a agência oficial de notícias "Xinhua".
A cidade de Jiegu (Gyegu, em tibetano), com uma população de 100 mil pessoas e sede do Governo do distrito, é uma das áreas mais prejudicadas pelo terremoto, que feriu dez mil pessoas.
"Muita gente segue debaixo dos escombros das casas derrubadas no povoado Gyegu", explicou Huang Limin, subsecretário-geral do Governo provincial.
O terremoto principal, de magnitude 7,1 na escala Richter (segundo especialistas chineses), aconteceu às 7h49 (20h49 de terça, em Brasília) e teve epicentro a 33 quilômetros de profundidade.
Qinghai, habitada por tibetanos, mongóis, hui (muçulmanos) e chineses da etnia majoritária han, foi uma das zonas devastadas pelo terremoto que, em maio de 2008, sacudiu o norte da província vizinha de Sichuan, que deixou cerca de 90 mil mortos e desaparecidos.
quarta-feira, 14 de abril de 2010
Terremoto de magnitude 7,1 na escala Richter deixa centenas de mortos na China

do UOL Notícias
Zhang Hongshuan/AP/Xinhua
Foto tirada por celular mostra prédio destruído pelo terremoto em Yushu, uma das cidades mais abaladas pelos tremores na China
Do UOL Notícias*
Em São Paulo
Pelo menos 400 pessoas morreram e oito mil ficaram feridas em decorrência do terremoto de magnitude 7,1 na escala Richter que atingiu nesta quarta-feira (14) a província ocidental chinesa de Qinghai (noroeste do país), informou a agência estatal de notícias Xinhua.
O abalo aconteceu às 7h49 no horário local (20h49 de terça-feira em Brasília).De acordo com a Agência Sismológica Chinesa, outras pessoas podem estar presas sob os escombros. A entidade informa que o epicentro do tremor aconteceu no distrito de Yushu, na Província autônoma tibetana de mesmo nome.
Cerca de 700 soldados participam das buscas por pessoas soterradas e mais mil serão enviados ao local para ajudar nas buscas, afirmou um porta-voz da secretaria de emergência da província de Qinghai. Segundo o porta-voz, as autoridades ainda avaliam o tamanho real da tragédia e temem que o número de vítimas possa ser muito maior em virtude do horário dos abalos. "Era muito cedo e as pessoas ainda estavam em suas casas", disse ele.
“Muitos estudantes ficaram presos sob os escombros de uma escola vocacional derrubada", disse à Xinhua o assessor da Prefeitura Tibetana Autônoma de Yushu. "Há feridos por toda a parte. Faltam barracas, equipamentos médicos, remédios e médicos", afirmou.
"Nossa unidade resgatou mais de 900 pessoas dos escombros", informou Yan Junfu, um oficial do exército em Yushu. De acordo com ele, o primeiro grupo de resgate enviado pelo governo da província de Qinghai conta com o apoio de 25 médicos e 65 bombeiros.
A agência estatal de notícias Xinhua informa que os condados de Yushu e Jiegu foram os mais atingidos pelos tremores desta manhã. Moradores locais contam que viram diversas casas e templos desabando. A agência diz que 85% das residências de Jiegu desabaram, obrigando o governo central do país a deslocar equipes de resgate de várias partes para atender as vítimas.
Os relatos da Agência Sismológica Chinesa afirmam que o sistema de telecomunicações da província entraram em colapso e as estradas que fazem a ligação com o aeroporto local foram gravemente prejudicadas.
Localização
A província de Qinghai faz fronteira com o Tibete e é habitada principalmente por tibetanos, mongóis, hui (muçulmanos) e chineses da etnia majoritária han, e foi uma das zonas afetadas pelo terremoto de maio de 2008 que sacudiu o norte da vizinha província de Sichuan, deixando cerca de 90 mil mortos e desaparecidos. Na ocasião, cinco milhões de pessoas perderam suas casas no tremor.
O oeste da China, com grandes cadeias montanhosas como o Himalaia, é zona de frequente de terremotos, embora muitos deles aconteçam em áreas pouco povoadas ou desabitadas.
O principal tremor desta quarta foi sucedido por vários outros abalos: um de 5,3 e 5,1 graus da escala internacional de Richter.
*Com informações das agências internacionais
segunda-feira, 15 de março de 2010
Tremor de 6 graus na escala Richter volta a sacudir o Chile
Santiago do Chile, 15 mar (EFE).- Um tremor de 6 graus na escala Richter sacudiu hoje várias regiões do centro-sul do Chile que, em 27 de fevereiro, foram devastadas por um forte terremoto.
Segundo as autoridades, o tremor de hoje, registrados às 8h08 (mesma hora de Brasília), não causou vítimas nem danos materiais visíveis.
O epicentro do abalo sísmico foi localizada dez quilômetros abaixo do nível do mar, a 110 quilômetros da cidade de Concepción e a 430 de Santiago, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos.
O tremor, considerado uma nova réplica do terremoto de 27 de fevereiro, foi sentido entre as regiões de O'Higgins e La Araucanía, a 672 quilômetros da capital chilena.
O Escritório Nacional de Emergência (Onemi) disse, no entanto, que o abalo sísmico foi de 4 graus na escala Mercalli (que vai de 1 a 12) nas cidades de Linares, Cauquenes, Longavi e Concepción.
Já em Talca, Parral e Angol, a intensidade foi de 3 graus, ao passo que, em Santa Cruz e Curicó, foi de 2.
* do UOL Notícias
Segundo as autoridades, o tremor de hoje, registrados às 8h08 (mesma hora de Brasília), não causou vítimas nem danos materiais visíveis.
O epicentro do abalo sísmico foi localizada dez quilômetros abaixo do nível do mar, a 110 quilômetros da cidade de Concepción e a 430 de Santiago, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos.
O tremor, considerado uma nova réplica do terremoto de 27 de fevereiro, foi sentido entre as regiões de O'Higgins e La Araucanía, a 672 quilômetros da capital chilena.
O Escritório Nacional de Emergência (Onemi) disse, no entanto, que o abalo sísmico foi de 4 graus na escala Mercalli (que vai de 1 a 12) nas cidades de Linares, Cauquenes, Longavi e Concepción.
Já em Talca, Parral e Angol, a intensidade foi de 3 graus, ao passo que, em Santa Cruz e Curicó, foi de 2.
* do UOL Notícias
terça-feira, 9 de março de 2010
Sismólogos dizem que tremores não significam "fim do mundo"
Apesar da sequência de grandes terremotos, especialistas garantem: o mundo não está acabando
Thiago Chaves-Scarelli
Do UOL Notícias
Em São Paulo

* USGS/Reprodução
Gráfico divulgado pela USGS mostra a incidência de terremotos por ano (de 1990 a 2010), em relação à magnitude (de 5 a 10) e profundidade (de -800 km a 0). Percebe-se que as ocorrências próximas de 9 graus são raras; mas os tremores profundos e próximos dos 5 graus são comuns
Em menos de três meses, 44 terremotos com magnitude superiores a 6 graus na escala Richter chacoalharam o planeta, segundo registros do centro nacional norte-americano de pesquisa geológica (USGS). A estimativa é que, ao todo, os tremores tenham causado esse ano mais de 223 mil mortes – o que já faz de 2010 o segundo pior ano da década em número de vítimas relacionadas a tremores. Apesar disso, os especialistas garantem: o mundo não está acabando.

* USGS/Google Maps/Reprodução
Mapa da USGS localiza os terremotos acima de 4 graus na escala Richter dos últimos sete dias
De acordo com os sismólogos, não há relação visível entre os elementos ligados à formação desses terremotos e é mero acaso a sequência de tremores nas Ilhas Salomão (3 de janeiro, 7,2 graus), no Haiti (12 de janeiro, 7 graus), no Japão (26 fevereiro, 7 graus), no Chile (27 de fevereiro, 8,8 graus) e na Turquia (8 de março, 6 graus).
Ano Mortes estimadas
em terremotos
2010 223.061*
2009 1.787
2008 88.011
2007 712
2006 6.605
2005 82.364
2004 228.802
2003 33.819
2002 1.685
2001 21.357
2000 231
* Fonte: US Geological Survey National Earthquake Information Center
* Até 8 de março de 2010
“Eles são todos terremotos, ou seja, têm a mesma definição: liberaram energia porque a rocha não resistiu a um esforço acumulado por um longo tempo. Mas eles não têm relação entre si, estão em placas litosféricas diferentes”, afirma Tereza Higashi, professora de geofísica da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em entrevista ao UOL Notícias. “Felizmente, não. Ainda não é o fim do mundo.”
Para refutar a impressão de que estamos vivendo terremotos cada vez maiores, a professora cita dois enormes terremotos do passado: o tremor que atingiu a ilha de Sumatra em 2004, provocando cerca de 228 mil mortes; e o maior terremoto já registrado na história, que atingiu o Chile com a magnitude de 9,5 graus, em 1960. “Terremotos ocorrem desde que a Terra foi formada”, lembra a professora.
Coincidência
José Roberto Barbosa, técnico de sismologia da Universidade de São Paulo (USP), reitera que os tremores recentes são independentes entre si. “Ninguém conseguiu comprovar que haja relação entre esses terremotos”, afirmou.
O especialista afirma ainda que é impossível prever se no decorrer do ano podemos esperar uma atividade sísmica mais ou menos violenta.
“Pode ser uma coincidência. Pode ser que não aconteça mais nenhum tremor o resto do ano, pode ser que mês que vem um novo grande terremoto aconteça”, afirma.
O próprio centro nacional norte-americano de pesquisa geológica USGS oferece em seu site uma hipótese para explicar por que temos a impressão de que as tragédias estão aumentando.
“Muitas pessoas em todo o mundo continuam a nos perguntar se o número de terremotos está subindo. Embora possa parecer que estamos tendo mais terremotos, tremores de magnitudes superiores a 7 se mantêm praticamente constantes”, afirma a USGS.
“Uma explicação parcial pode estar no fato de que nos últimos 20 anos nós tivemos um aumento no número de terremotos que conseguimos identificar a cada ano. Isso se deve ao tremendo aumento no número de estações sismográficas no mundo e as melhoras na comunicação global”, acrescenta. “Em 1931, havia cerca de 350 estações operando no mundo; hoje elas são mais de 8.000”.
“De acordo com os dados de longo prazo (desde 1900), é possível esperar em média 17 grandes terremotos (de 7 e 7,9 graus) e um enorme terremoto (8 graus ou mais) por ano”, conclui.
“Mesmo esses números, são apenas uma média”, pondera a professora Higashi. “O grande sonho do geofísico é poder prever os terremotos. Mas terremoto é uma coisa muito complicada – no mesmo lugar, ele pode acontecer de maneiras muito diferentes. Mas é por isso que estamos estudando.”
Thiago Chaves-Scarelli
Do UOL Notícias
Em São Paulo

* USGS/Reprodução
Gráfico divulgado pela USGS mostra a incidência de terremotos por ano (de 1990 a 2010), em relação à magnitude (de 5 a 10) e profundidade (de -800 km a 0). Percebe-se que as ocorrências próximas de 9 graus são raras; mas os tremores profundos e próximos dos 5 graus são comuns
Em menos de três meses, 44 terremotos com magnitude superiores a 6 graus na escala Richter chacoalharam o planeta, segundo registros do centro nacional norte-americano de pesquisa geológica (USGS). A estimativa é que, ao todo, os tremores tenham causado esse ano mais de 223 mil mortes – o que já faz de 2010 o segundo pior ano da década em número de vítimas relacionadas a tremores. Apesar disso, os especialistas garantem: o mundo não está acabando.

* USGS/Google Maps/Reprodução
Mapa da USGS localiza os terremotos acima de 4 graus na escala Richter dos últimos sete dias
De acordo com os sismólogos, não há relação visível entre os elementos ligados à formação desses terremotos e é mero acaso a sequência de tremores nas Ilhas Salomão (3 de janeiro, 7,2 graus), no Haiti (12 de janeiro, 7 graus), no Japão (26 fevereiro, 7 graus), no Chile (27 de fevereiro, 8,8 graus) e na Turquia (8 de março, 6 graus).
Ano Mortes estimadas
em terremotos
2010 223.061*
2009 1.787
2008 88.011
2007 712
2006 6.605
2005 82.364
2004 228.802
2003 33.819
2002 1.685
2001 21.357
2000 231
* Fonte: US Geological Survey National Earthquake Information Center
* Até 8 de março de 2010
“Eles são todos terremotos, ou seja, têm a mesma definição: liberaram energia porque a rocha não resistiu a um esforço acumulado por um longo tempo. Mas eles não têm relação entre si, estão em placas litosféricas diferentes”, afirma Tereza Higashi, professora de geofísica da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em entrevista ao UOL Notícias. “Felizmente, não. Ainda não é o fim do mundo.”
Para refutar a impressão de que estamos vivendo terremotos cada vez maiores, a professora cita dois enormes terremotos do passado: o tremor que atingiu a ilha de Sumatra em 2004, provocando cerca de 228 mil mortes; e o maior terremoto já registrado na história, que atingiu o Chile com a magnitude de 9,5 graus, em 1960. “Terremotos ocorrem desde que a Terra foi formada”, lembra a professora.
Coincidência
José Roberto Barbosa, técnico de sismologia da Universidade de São Paulo (USP), reitera que os tremores recentes são independentes entre si. “Ninguém conseguiu comprovar que haja relação entre esses terremotos”, afirmou.
O especialista afirma ainda que é impossível prever se no decorrer do ano podemos esperar uma atividade sísmica mais ou menos violenta.
“Pode ser uma coincidência. Pode ser que não aconteça mais nenhum tremor o resto do ano, pode ser que mês que vem um novo grande terremoto aconteça”, afirma.
O próprio centro nacional norte-americano de pesquisa geológica USGS oferece em seu site uma hipótese para explicar por que temos a impressão de que as tragédias estão aumentando.
“Muitas pessoas em todo o mundo continuam a nos perguntar se o número de terremotos está subindo. Embora possa parecer que estamos tendo mais terremotos, tremores de magnitudes superiores a 7 se mantêm praticamente constantes”, afirma a USGS.
“Uma explicação parcial pode estar no fato de que nos últimos 20 anos nós tivemos um aumento no número de terremotos que conseguimos identificar a cada ano. Isso se deve ao tremendo aumento no número de estações sismográficas no mundo e as melhoras na comunicação global”, acrescenta. “Em 1931, havia cerca de 350 estações operando no mundo; hoje elas são mais de 8.000”.
“De acordo com os dados de longo prazo (desde 1900), é possível esperar em média 17 grandes terremotos (de 7 e 7,9 graus) e um enorme terremoto (8 graus ou mais) por ano”, conclui.
“Mesmo esses números, são apenas uma média”, pondera a professora Higashi. “O grande sonho do geofísico é poder prever os terremotos. Mas terremoto é uma coisa muito complicada – no mesmo lugar, ele pode acontecer de maneiras muito diferentes. Mas é por isso que estamos estudando.”
sábado, 6 de março de 2010
Chile registra mais de 250 réplicas em uma semana

* Moradores correm em rua de Concepción após tremor de 6,3 graus que atingiu a região
Em São Paulo
Carlos Iavelberg
Do UOL Notícias
Desde o forte terremoto de magnitude 8,8 na escala Richter registrado na madrugada do último sábado (27), a terra ainda não parou de tremer no Chile.
De acordo com dados do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês), o país andino tinha sofrido 248 réplicas de magnitude igual ou superior a 4,5 na escala Richter até as 17h53 (no horário chileno, o mesmo de Brasília) desta sexta-feira (5).
O número de tremores abaixo dessa magnitude deve ser ainda maior, segundo o chefe do observatório sismológico da UnB (Universidade de Brasília), Jorge Sand França.
As réplicas registradas pelo USGS indicam que, em média, o Chile treme cerca de 35 vezes ao dia, ou seja, uma vez a cada 42 minutos.
Saiba mais
Segundo o sismólogo Jorge Sand França, “réplica é qualquer tremor que ocorra depois de um grande terremoto”. O especialista também explica que os epicentros dos tremores devem estar numa área próxima ao epicentro do primeiro sismo para serem classificados como réplica. No caso do Chile, a zona inclui uma área de 880 km².
* ONU anuncia doação de US$ 10 mi
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Embora pondere que é difícil falar em “padrão” na sismologia, França afirma que é comum observar réplicas dessas magnitudes depois de um sismo como o que atingiu o Chile. “Isso [as réplicas] é até bom, porque assim a energia [acumulada nas placas tectônicas] vai sendo liberada aos poucos”, diz.
Segundo o sismólogo, em teoria, isso retardaria -mas não evitaria- a probabilidade de ocorrer um outro terremoto de grande proporção na região. “Se tivesse uma calmaria [nas réplicas], poderíamos esperar um novo terremoto em alguns anos. Talvez uns 3 ou 5 anos. Mas isso é tudo especulação. A sismologia é uma ciência muito nova”, comenta.
França explica que é normal que as réplicas sigam ocorrendo em um período de até três meses após o terremoto. O Haiti, atingido por um sismo no dia 12 de janeiro deste ano, ainda segue registrando réplicas.
Dos 248 tremores contabilizados pelo USGS, 12 foram de magnitude igual ou superior a 6,0 na escala de Richter. O maior deles, de 6,6, ocorreu na manhã desta sexta-feira e provocou pânico na população.
"Este de agora foi mais forte. Assim que começou eu disse: ‘Aí vem de novo [o terremoto e tsunamis]’", disse Cristián Ruiz, um engenheiro de pesca de 38 anos, à agência de notícias Reuters. As Forças Armadas do Chile, entretanto, asseguraram que os últimos tremores não geraram tsunamis.
Ainda segundo França, a tendência é que nenhuma réplica atinja uma magnitude como a do terremoto de sábado.
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