quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Novo tremor atinge o Haiti
Em São Paulo
Atualizada às 11h08
Um novo tremor atingiu o Haiti na manhã desta quarta-feira (20). Segundo informações do Centro de Pesquisas Geológicas dos EUA, o tremor foi de 6,1 graus na escala Richter, mas ainda não há informações de feridos e prejuízos causados pelo terremoto.
"Parecia que estava surfando no chão", relata correspondente sobre novo tremor no Haiti
Diversos tremores secundários vêm atingindo o país oito dias depois do terremoto de 7 graus que causou ao menos 75 mil mortos, mas o tremor desta quarta é o maior desde então. Além dos mortos, o governo calcula que 250 mil ficaram feridos e um milhão, desabrigados. Se a estimativa do governo se concretizar, serão 200 mil mortos causados pela tragédia da semana passada.
O tremor desta quarta aconteceu às 6h03 (9h03 de Brasília), a cerca de 59 km da capital Porto Príncipe e a 9,9 km de profundidade. Jornalistas da agência AP relataram que o tremor sacudiu prédios e pessoas foram vistas correndo pelas ruas. Segundo a agência Efe, edifícios que estavam comprometidos pelo tremor do dia 12 desabaram. Já os repórteres da agência AFP relataram que na região do bairro de Petionville o tremor foi sentido durante dez segundos.
Apesar da intensidade do terremoto, não foi ativado um alerta de tsunami na região. No último sábado, um tremor de 4,5 graus na escala Richter também foi registrado no país caribenho.
Com medo dos novos tremores, milhares de moradores da capital haitiana dormem nas ruas da cidade desde a semana passada. Segundo a agência AFP, em uma praça pública convertida em dormitório coletivo, uma mulher começou a rezar em um megafone após o tremor de hoje. Em outra praça, em frente ao hotel Kinam, pessoas corriam pela rua e algumas gritavam dizendo que era o fim do mundo.
20 brasileiros mortos na tragédia
O Exército Brasileiro informou nesta quarta-feira (20), por meio de nota oficial, que foi encontrado o corpo de mais um militar no Haiti. Foi localizado o corpo do major Márcio Guimarães Martins, que era dado como desaparecido desde o último dia 12 de janeiro, quando ocorreu o forte terremoto no país. Com isso chega a 20 o número de brasileiros mortos no local: 18 militares e dois civis.
O major Guimarães servia na Brigada de Infantaria Paraquedista e exercia a função de oficial de Estado-Maior do Batalhão de Infantaria de Força de Paz do Haiti (Brabatt), no 12º Contingente Brasileiro da Missão.
Além dos militares, morreram durante o terremoto a fundadora da Pastoral da Criança, Zilda Arns, e Luís Carlos da Costa, segunda maior autoridade civil da ONU no Haiti.
Há 1.266 soldados brasileiros presentes no Haiti desde o início dos esforços de pacificação, em meados de 2004. A Minustah, força de manutenção da paz do organismo no país, tem atualmente cerca de 9.000 soldados e policiais no país e é liderada pelo Brasil.
121 resgatados dos escombros
As equipes de socorro internacionais salvaram até o momento 121 pessoas presas nos escombros do terremoto que devastou o Hati na terça-feira (12), informou nesta quarta-feira a Agência de Coordenação de Assuntos Humanitários da ONU (OCHA).
Muitos sobreviventes foram retirados dos escombros na terça-feira, uma semana depois da catástrofe, afirmou a porta-voz da OCHA em Genebra, Elisabeth Byrs. "São os salvos por um milagre no sétimo dia", afirmou.
O medo de violência e saques diminuiu no Haiti ao passo que tropas norte-americanas davam segurança para a distribuição de água e alimentos.
Assistência médica, tratamento de corpos, abrigo, água, comida e saneamento básico permaneciam prioridades para as operações internacionais de ajuda, disseram membros da assistência humanitária da ONU.
Escoltas militares ainda eram necessária para distribuir suprimentos, mas as Nações Unidas disseram que os problemas de segurança ocorriam principalmente nas áreas consideradas de "alto risco" antes do tremor do dia 12 de janeiro. Cerca de 4.000 criminosos escaparam de prisões destruídas pelo terremoto.
"A situação geral de segurança em Porto Príncipe permanece estável, com violência e saques limitados e localizados", afirmou o Departamento para a Coordenação de Assuntos Humanitários da ONU. Cerca de 12 mil militares norte-americanos estão no Haiti.
*Com informações das agências internacionais
sábado, 16 de janeiro de 2010
Terremoto no Haiti é o maior desastre que a ONU já enfrentou
"É um desastre histórico", explicou a porta-voz Elisabeth Byrs em Genebra.
"Nunca antes na história das Nações Unidas enfrentamos um desastre deste tamanho. Não é comparável a nenhum outro. O país foi decapitado", completou.
Ela explicou que, ao contrário da tsunami de 2004 na Indonésia, no Haiti restaram poucas estruturas locais para canalizar a ajuda estrangeira.
A ONU, que é responsável por coordenar a ajuda humanitária no local após o terremoto de 7 graus que devastou a capital Porto Príncipe na terça-feira, afirma enfrentar "um desafio logístico maior".
Ela lembrou que a capital, Porto Príncipe (3 milhões de habitantes), fica a apenas 17 km do epicentro do terremoto.
Ao contrário da situação após a tsunami, que matou mais de 220.000 pessoas na Ásia, restaram poucas estruturas locais no Haiti para servir de apoio à ajuda estrangeira.
"Até mesmo em Banda Aceh (a província indonésia mais afetada pela tsunami provocada por um terremoto de 9,3 graus), havia bases locais para coordenar a ajuda", disse Byrs.
Em Porto Príncipe água, energia elétrica e as linhas telefônicas foram totalmente cortadas, enquanto as estradas, portos e muitos edifícios oficiais foram gravemente danificados.
O governo, que viu até o palácio presidencial desabar, está muito fragilizado. A sede foi transferida temporariamente para uma delegacia próxima do aeroporto.
A capital não é exceção. Em Leogane, ao oeste de Porto Príncipe, não há nenhuma infraestrutura local, segundo Byrs. No total, 90% dos imóveis desta localidade de 134.000 habitantes foram afetados, com um balanço de 5.000 a 10.000 muertos.
Na cidade de Gressier (25.000 habitantes) a destruição ficou entre 40 e 50%, assim como em alguns bairros do gigantesco subúrbio de Carrefour (334.000 habitantes).
A ONU está sozinha no comando de uma ajuda internacional gigantesca, que requer desafios logísticos maiores. O que explica a lentidão na aplicação da assistência aos desabrigados e feridos, traumatizados e famintos, que estão entre a fúria e a desesperança.
"A distribuição melhora, mas continua sendo muito complicada e muito lenta", reconheceu Byrs.
O balanço provisório da tragédia é de pelo menos 50.000 mortos, 250.000 feridos e 1,5 milhão de desabrigados.
A ONU, que prioriza a busca por sobreviventes, afirmou que a meta de suas agências envolvidas é atender 60.000 pessoas por dia.
- do UOL Notícias
sábado, 26 de dezembro de 2009
Terremoto atinge Indonésia 5 anos após passagem de tsunami
Fonte: Agência Brasil
Um terremoto de 6,7 graus de magnitude foi registrado hoje (26) na costa da ilha indonésia de Maluku. De acordo com a agência portuguesa Lusa, ainda não há informações sobre vítimas ou danos provocados na região.
A agência indonésia de meteorologia e geofísica informou que o movimento das placas tectônicas foi registrado a uma profundidade de 67 quilômetros.
O terremoto aconteceu no mesmo dia em que o país lembra a morte de mais de 220 mil pessoas após a passagem de um tsunami na região em 26 de dezembro de 2004. As ondas, provocadas por fortes terremotos na época, afetaram toda a região do oceano Índico.
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Como funcionam os terremotos - por Tom Harris
Introdução
Até muito recentemente, os cientistas tinham apenas suposições sobre o que realmente causava os terremotos. Mesmo hoje, ainda há uma certa dose de mistério que os rodeia, mas os cientistas já têm um entendimento muito mais claro do fenômeno.
Houve um enorme progresso no século passado: os cientistas identificaram as forças que causam os terremotos e desenvolveram uma tecnologia que nos informa a magnitude e a origem de um terremoto. O próximo passo é encontrar uma forma de prever os terremotos, para que eles não peguem as pessoas de surpresa.
Nesta matéria, descobriremos o que causa os terremotos e porque eles têm um efeito tão devastador.
Imagem cedida por USGS Uma parte da Interstate 880 em Oakland, Califórnia, danificada por um terremoto de 7.1 graus de magnitude que abalou a região de São Francisco em 1989 |
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O chão treme
O terremoto é uma vibração que se movimenta pela crosta terrestre. Tecnicamente, um caminhão grande que faz um estrondo pela rua, causa um mini-terremoto se você sente a sua casa tremer quando ele passa, mas os terremotos são eventos que afetam uma área relativamente grande, como uma cidade inteira. Vários fatores podem causar terremotos:
- erupções vulcânicas
- impactos de meteoros
- explosões subterrâneas (um teste nuclear subterrâneo, por exemplo)
- estruturas que desmoronam (como uma mina)
Ouvimos falar sobre terremotos nos noticiários apenas de vez em quando, mas na verdade eles ocorrem todos os dias no nosso planeta. De acordo com a pesquisa da United States Geological (em inglês), mais de três milhões de terremotos ocorrem todos os anos, o que soma 8 mil por dia ou um a cada 11 segundos.
Imagem cedida por FEMA Estragos causados pelo terremoto de 1994 em uma residência, em Northridge, Califórnia |
A vasta maioria destes 3 milhões de tremores é extremamente fraco. A lei das probabilidades também faz com que um bom número dos tremores mais fortes aconteça em lugares não habitados, onde ninguém os sente. São os grandes terremotos, que ocorrem em áreas muito populosas, que nos chamam a atenção.
Os terremotos causaram muitos danos às terras ao longo dos anos e tiraram muitas vidas. Nos últimos cem anos, houve mais de 1,5 milhões de fatalidades relacionadas aos terremotos. Geralmente, não é o tremor de terra em si que mata, é a destruição de estruturas feitas pelo homem e outros desastres naturais conseqüentes dos terremotos, tais como os tsunamis, as avalanches e os deslizamentos de terra.
Imagem cedida por NGDC Destruição em uma área residencial de Prince William Sound, Alasca, devido à liquefação causada por um terremoto de 9.2 graus de magnitude, em 1964 |
Na próxima sessão, examinaremos as forças poderosas que causam este tremor intenso e descobriremos porque os terremotos ocorrem com muito mais freqüência em determinadas regiões.
sexta-feira, 10 de abril de 2009
Começa na Itália funeral dos mortos em terremoto
Os funerais de Estado pelas 289 vítimas do terremoto da segunda-feira passada começaram hoje em L'Aquila com a leitura de uma mensagem do papa Bento 16 através de seu secretário pessoal, Georg Gaenswein, e perante milhares de familiares e moradores da região.
O secretário de Estado, Tarsicio Bertone, que oficia a cerimônia junto ao arcebispo dos Abruzos Guisseppe Molinari, assegurou durante a homilia: "Nos inclinamos perante o enigma indecifrável mas é também uma ocasião preciosa para entender qual é o valor e o significado da vida".
Participam do funeral, entre outros, o presidente da República, Giorgio Napolitano, e o primeiro-ministro, Silvio Berlusconi, quem pouco antes do ofício religioso conversou com os desconsolados familiares.
Os caixões estão dispostos em quatro fileiras, numerados e com ramos de flores sobre eles.
A Praça de Armas da Escola da Guarda de Finanças, onde se celebra a cerimônia, está repleta de pessoas, às quais se somaram todos os vizinhos do povoado de Onna, onde morreram 45 pessoas dos cerca de 300 moradores.
terça-feira, 7 de abril de 2009
Número de mortos sobe para 207, anuncia Berlusconi; buscas prosseguem
Em São Paulo
O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, informou hoje que o balanço de mortos por causa do terremoto que atingiu o centro da Itália subiu para 207 pessoas, das quais 17 ainda não foram identificadas.
Segundo a imprensa italiana, há cerca de 1.500 feridos e a estimativa é que cerca de 50 mil pessoas estejam desabrigadas. As buscas por mais vítimas soterradas nos escombros prosseguem.
Equipes de resgate usam escavadeiras e as próprias mãos em na busca por sobreviventes. Mais de 24 horas depois de que o tremor sacudiu a região, equipes de emergência retiraram dois estudantes na manhã desta terça-feira dos escombros de prédios em L'Áquila, a cidade de montanhas mais atingida pelo terremoto.
Cerca de 100 pessoas foram retiradas dos escombros. Mas com muitos ainda desaparecidos a Defesa Civil diz que as esperanças de encontrar mais alguém com vida diminui a cada hora.
Na madrugada, equipes de resgate conseguiram salvar a jovem Marta Valente, que estava presa nos escombros de um imóvel de quatro andares que desabou devido ao terremoto.
A jovem dormia no momento em que o edifício que moravaem desabou. Vários pedaços grandes de cimento armado impediram que ela fosse atingida gravemente pelos escombros.
Dois outros tremores menores, de 4,8 graus e 3,6 graus, assustaram moradores e as equipes de resgate durante a noite de ontem, mas não houve registro de que tenham causado danos.
Apesar do frio, muita gente preferiu passar a madrugada no interior de seus carros, enquanto prossegue a mudança de desabrigados a diversos hotéis e albergues do litoral do mar Adriático.
Segundo relatos de italianos que estão no local, parte da população já havia deixado a cidade durante o dia, em busca de hotéis e casas de parentes. As pessoas que ficaram passaram a noite em abrigos improvisados pela Defesa Civil, como estádios esportivos e campos de futebol, ou mesmo dentro seus carros, em estacionamentos coletivos. O objetivo em todos os casos é se manter longe de construções que ainda corram risco de desabar.
Os desabrigados não têm permissão para retornar às suas casas, nem para recolher pertences nas próximas 48 horas.
* Arte UOL
Epicentro do terremoto que matou dezenas na Itália
O epicentro do tremor, que ocorreu às 3h32 desta segunda (horário local), 22h32 de domingo (horário de Brasília), foi localizado a 10 quilômetro de L'Aquila, 68 quilômetros a oeste da cidade de Pescara e 95 km ao nordeste de Roma. O Instituto de Geofísica dos EUA afirma que a magnitude do tremor foi de 6,3 graus, no entanto, o Instituto Nacional de Geofísica da Itália diz que foi de 5,8 graus.
Segundo o Consulado do Brasil em Roma, ainda não há informações sobre brasileiros feridos. Nenhum brasileiro entrou em contato com o serviço consular para alegar problemas causado pelo terremoto. O Consulado não soube precisar o número de brasileiros que vive na região de Abruzzo.
Mau tempo
Apesar do mau tempo, os serviços de emergência prosseguem com seus trabalhos. Segundo afirmou à Agência Efe um dos funcionários da Defesa Civil na região, Arturo Vernillo, quanto mais tempo passar, mais difícil será encontrar desaparecidos com vida.
Os moradores de L'Aquila contam que os tremores começaram por volta das 22h30 locais de ontem (17h30 pelo horário de Brasília), embora a maioria tenha permanecido em suas casas até o abalo mais forte, registrado em torno das 3h30 de hoje (22h30 de ontem de Brasília).
Simone De Meo contou à Efe que acordou às pressas o irmão, que estava dormindo, mandando que pusesse os sapatos e saísse para rua. "Nesse momento, senti muito pânico", afirmou.
Outro desabrigado, Giuseppe Cesarano, lembrou que sentiu o tremor mais forte com pedaços das paredes de seu quarto, que se soltaram, e com o corte da corrente elétrica. "Acordei e desci correndo para o jardim de casa".
Sua amiga Daniela Petito afirmou que nada dava a entender que o tremor da madrugada aumentaria até ficar tão forte, porque os dois anteriores haviam sido "bem suaves".
O terremoto desta madrugada foi percebido em grande parte do centro e do sul da Itália, da região de Emilia-Romagna e até Nápoles.
A imprensa estima entre 10 mil e 15 mil o número de edifícios atingidos pelo terremoto, entre eles prédios novos e contruções do século 15.
Reconstrução
O premiê italiano, Silvio Berlusconi, declarou que "a situação organizativa é satisfatória" e que as autoridades estão "fazendo todo o possível para resgatar as pessoas sob os escombros".
"Tudo o que se pode fazer humanamente está sendo feito", acrescentou.
Além disso, o primeiro-ministro assegurou que 30 milhões de euros serão destinados de forma imediata aos desabrigados e que, por enquanto, não se faz necessária a ajuda de pessoal qualificado do exterior, lembrando que 35 países ofereceram "solidariedade e apoio" à Itália.
Berlusconi afirmou que posteriormente será feito um pedido aos fundos europeus que pode chegar a algumas centenas de milhões de euros.
*Com informações das agências EFE, Reuters e ANSA
segunda-feira, 6 de abril de 2009
Terremoto mata 150 e deixa 100 mil desabrigados na Itália
http://noticias.bol.uol.com.br/internacional/2009/04/06/ult1859u844.jhtm